segunda-feira, 13 de abril de 2009

O novo Calvinismo


Se você quer realmente seguir o desenvolvimento do cristianismo conservador, rastreie as suas músicas de sucesso. No início do século xx, você ouviria “Rude Cruz”, uma celebração da expiação. Nos anos 1980, você teria compartilhado a intimidade do tipo “Jesus é meu amigo”, expressada na canção “Brilha, Jesus”. Hoje, as músicas de sucesso retratam cada vez mais um Deus que é muito grande, enquanto nós… bem, ouça a banda de David Crowder: “Estou cheio de terra/ Tu és o tesouro do céu/ Estou sujo de lama/ Inclinado à depravação”.


O calvinismo está de volta, e não apenas no âmbito da música. A resposta de João Calvino, no século xvi, aos excessos do catolicismo na forma de “compre o seu livramento do purgatório” é a mais recente história de sucesso do evangelicalismo [americano], uma história completa: com uma Deidade totalmente soberana que administra as coisas mínimas, uma humanidade pecaminosa e incapaz e, a combinação da conseqüência lógica, a predestinação: a crença de que, antes de o tempo surgir, Deus resolveu a quem salvaria (ou não), sem influenciar-se por qualquer ação ou decisão humana subseqüente.


O calvinismo, primo de outro pilar da Reforma, o luteranismo, é bem menos rígido do que os seus críticos afirmam. O calvinismo oferece uma Deidade firme que orquestra absolutamente tudo, incluindo a enfermidade (ou o arresto da casa!), por meio de uma lógica que talvez não entendamos, mas não temos de criticar depois que vemos os resultados. Nossa satisfação — e nosso propósito — se realiza apenas ao glorificá-Lo.
No século xviii, o pregador puritano Jonathan Edwards revestiu o calvinismo de um misticismo quase extasiante. Mas logo o calvinismo foi vencido nos Estados Unidos por movimentos como o metodismo, que eram mais impressionados com a vontade humana. Grupos liberais descendentes dos calvinistas, como a Igreja Presbiteriana (EUA) [PCUSA], descobriram outra ênfase, enquanto o evangelicalismo perdia o interesse por uma doutrina consistente (havia o triunfo daquele Jesus amável e impreciso) e parecia relegar a pregação reformada fiel (a palavra reformado é um sinônimo de calvinista) a algumas poucas igrejas persistentes do sul [dos EUA].
Isso não acontece mais. Os ministros e autores neo-calvinistas não agem numa escala como Rick Warren. Contudo, ouça Ted Olsen, editor-chefe da revista Cristianity Today: “Todos sabem onde estão a energia e a paixão no mundo evangélico” — com o neo-calvinista pioneiro John Piper, de Minneapolis, com Mark Discroll, o brigão de Seattle, e Albert Mohler, presidente do Southern [Theological Baptist] Seminary, da grande Convenção Batista do Sul [dos EUA]. A Bíblia de Estudo ESV, com sabor calvinista, esgotou a sua primeira tiragem; blogs reformados como Between Two Worlds estão entre os links mais populares do ciberespaço cristão.


À semelhança dos calvinistas, os evangélicos mais moderados estão explorando curas para o desvio doutrinário do movimento, mas não podem oferecer a mesma segurança coletiva. “Muitos jovens cresceram em cultura de destruição, divórcio, drogas e tentação sexual”, disse Collin Hansen, autor de Young, Restless, Reformed: A Journalist’s Journey with the New Calvinists. “Eles têm muitos amigos; o que precisam é de um Deus.” Mohler disse: “No momento em que alguém começa a definir o ser ou os atos de Deus biblicamente, essa pessoa é levada a conclusões que são tradicionalmente classificadas como calvinistas”.
De fato, essa presunção de inevitabilidade tem atraído acusações de arrogância e divisionismo desde a época de Calvino. Na verdade, alguns dos entusiastas de hoje sugerem que os não-calvinistas podem não ser cristãos. Pequenas disputas entre os batistas do sul [dos EUA] (que têm um grupamento concorrente de não-calvinistas) e trocas de ameaças on-line são um mau presságio.
Em julho próximo, se dará o 500º aniversário de nascimento de Calvino. Será interessante observar se o último legado de Calvino será a difamação protestante clássica ou se, durante estes tempos difíceis, mais cristãos que buscam segurança sujeitarão a sua vontade ao Deus severamente exigente dos primórdios de seu país.

Fonte: Time (via Pava Blog)
tradução: F. Wellington Ferreira
dica do Jarbas Aragão

a revista listou as 10 influências mais importantes no mundo na atualidade; o chamado "novo calvinismo" ocupa o terceiro lugar.

Carta do Som do Céu - Manifesto de artistas cristãos

Nós, músicos, artistas e líderes eclesiásticos, cristãos, vindos das variadas regiões brasileiras, estivemos reunidos entre os dias 6 a 12 de abril de 2009, no Acampamento da Mocidade Para Cristo do Brasil, dias de comemoração dos 25 anos do Som do Céu, para discutir dois temas principais: “A música e os músicos na igreja” e “A igreja como promotora de cultura”.

Agradecemos a Deus pelos dias de comunhão fraterna entre nós e pelo privilégio de ouvi-lo entre as vozes pastorais e proféticas que ecoaram em nosso meio. Reconhecemos que a música cristã tem ocupado um espaço significativo em nossos dias, tanto na igreja como na sociedade em geral. No entanto, observamos que nem sempre essa participação tem sido consistente e coerente com a Palavra de Deus – nosso referencial maior – nem rendido glórias ao Senhor da Igreja.

Desejamos, portanto, apresentar à Igreja brasileira a “Carta do Som do Céu”, sintetizada em 25 pontos, que resume nossas inquietações e propõe ações práticas à Igreja de Cristo Jesus, nesse princípio de século XXI:

1- O artista cristão deve desenvolver o seu dom criativo e submetê-lo exclusivamente aos valores da Palavra de Deus;
2- Cremos que a arte, na perspectiva da graça comum, é um presente dos céus a toda humanidade e não está restrita aos cristãos;
3- Desejamos que haja coerência entre a vida, o ministério e a profissão do artista cristão, cujo discurso deve estar aliado à sua prática;
4- Esperamos que o artista cristão busque servir a Deus e à sociedade com excelência e integridade, dedicando-se ao desenvolvimento dos talentos e dos dons recebidos do alto;
5- A igreja precisa estar atenta ao artista cristão como parte do rebanho de Deus e dar a ele a atenção devida, despida de preconceitos, e oferecer-lhe pastoreio e discipulado, objetivando a sua formação espiritual e ética;
6- Esperamos que o artista cristão esteja envolvido em uma igreja local, servindo-a e amando-a como Corpo de Cristo. Deve ser rejeitada toda e qualquer tentativa de desenvolvimento de uma fé individualista e distante da comunidade;
7. Reafirmamos que a elaboração de textos e letras deve ter embasamento nos valores da Palavra de Deus;
8. Comprometemo-nos a dedicar atenção e reflexão às canções que são introduzidas no culto de adoração e nas demais atividades da igreja, buscando um repertório equilibrado e consciente e evitando, de todas as formas, que heresias e desvios teológicos adentrem sutilmente em nossas comunidades;
9. As igrejas, as instituições de ensino teológico e os artistas cristãos devem combater o ensinamento equivocado e amplamente difundido de que louvor e adoração restringem-se à musica, ensinando, por demonstração e exemplo, que se trata de um estilo de vida que envolve todas as áreas da nossa existência e que a música, assim como outras formas de arte, é expressão legítima de louvor e adoração;
10. A igreja deve agir como facilitadora na adoração e abrir espaço para que todos expressem seu louvor a Deus;
11. Esperamos que o músico cristão busque e desenvolva a santidade, vivendo uma vida piedosa, tanto no serviço prestado a Deus na igreja, quanto fora dela, em sua atividade profissional;
12. Rejeitamos a dicotomia que faz separação entre o sagrado e o secular e cria espaços estanques na vida do cristão. O Senhor Jesus é soberano e governa todas as instâncias da vida, e, por isso, devemos somente a ele a nossa fidelidade, agradando-o em tudo e rejeitando tão-somente o que ofende a sua glória;
13. A Igreja não se pode esquivar de sua responsabilidade diante da cultura na qual está inserida; deve mentoriar a reflexão e a prática de uma teologia de arte e cultura;
14. Incentivamos as igrejas a abrir suas dependências para a realização de eventos culturais como exposições, mostras, cursos, saraus e outras atividades visando à educação, à divulgação e à aproximação da sociedade;
15. Mesmo entendendo que todo trabalho na igreja é voluntário, podemos honrar com sustento ou remuneração aqueles que se dedicam ao ministério musical, se a comunidade disponibiliza de recursos para tal;
16. Entendemos que nossa arte deve encarnar uma voz profética e manifestar em seu conteúdo os valores do Reino;
17. Recomendamos que as igrejas promovam encontros de reflexão sobre a utilização das artes no Reino de Deus, capacitando os artistas para a realização de seu trabalho;
18. Incentivamos os músicos a expressar em sua arte a beleza de Deus por meio de uma contextualização e diversidade musical;
19. Reconhecemos o caráter essencialmente transformador e questionador da nossa arte e não cremos que ela deva estar a serviço do mercado;
20. Muito embora os artistas cristãos não se devam render aos senhores da mídia, tornando-se reféns desta, podem utilizar de maneira ética os meios de comunicação como canal para a divulgação de sua arte, proclamando, assim, o Reino de Deus;
21. No que se refere ao relacionamento entre os músicos e a liderança eclesiástica, encorajamos o diálogo, o respeito e o reconhecimento mútuo de seus ministérios como algo dado por Deus;
22. Incentivamos que os artistas cristãos busquem perante o Estado e a iniciativa privada recursos para a promoção de sua arte por meio de leis de incentivo à cultura, editais para financiamento de projetos culturais etc.
23. Encorajamos as igrejas a investir na educação e na formação de artistas;
24. Propomos que as igrejas e as instituições de ensino teológico incentivem as diversas manifestações artísticas e não somente a área musical;
25. Compreendemos que o ofício de artista é legítimo como tantos outros, podendo ser exercido pelo artista cristão no mercado de trabalho e devendo ser apoiado e incentivado pelas comunidades cristãs.

São Sebastião das Águas Claras, 9 de abril de 2009.

Saiba mais no Cristianismo Criativo

domingo, 12 de abril de 2009

Ele vive!!!

Disse Jesus: Eu Sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá!!!

Aleluia!!!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Entrevista na Rádio Energia FM 96,7

Ei pessoal!

Sábado, 11 de abril, as 9:30, estou na Rádio Energia FM - 96,7 falando sobre a páscoa e fazendo a propaganda do nosso musical.

Você que é de Juiz de Fora, sintonize na 96,7!

Abraços!

Você não pode perder!!!


terça-feira, 31 de março de 2009

As aventuras de Noé


Fonte: Jasiel Botelho

Será?


Capa da Vogue, dizendo que era uma referência kingkonguística, racismo, associando o negão a macaco, a um selvagem, e quac, quac, quac... Lembram, né?

Será mesmo?

Tolerância Zero!

PIOR É QUE A GENTE PERGUNTA ASSIM MESMO...

1. Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a
luz apagada e te perguntam:
- Você tá dormindo?
- Não, to treinando pra morrer!

2. Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o
técnico pergunta:
- Ta com defeito?
- Não, é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para
passear.

3. Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva,
perguntam:
- Vai sair nessa chuva?
- Não, vou sair na próxima.

4. Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e
pergunta:
- Acordou?
- Não. Sou sonâmbulo!

5. Seu amigo liga para sua casa e pergunta:
- Onde você está?
- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!

6. Você acaba de tomar banho e alguém pergunta: (BOA)
- Você tomou banho?
- Não, mergulhei no vaso sanitário!

7. Você tá na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega
um que pergunta: (ÓTIMA)
- Vai subir?
- Não, não, to esperando meu apartamento descer pra me pegar.

8. O homem chega à casa da namorada com um enorme buquê de flores.
Até que ela diz:
- Flores?
- Não! São cenouras.

9. Você está no banheiro quando alguém bate na porta e pergunta:
- Tem gente?
- Não! É o cocô que está falando!

10. Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar: (MUITO BOA)
- Em dinheiro? ?
- Não, me dá tudo em clipes!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Reforma Ortográfica

Se você já andava apanhando do Professor Pasquale e agora até pensa em adotar o Esperanto como primeira língua, fique esperto para a nossa dica marota: o site Ortografa! funciona como um tradutor online de qualquer besteira que você digitar para a norma culta (atualizada com as novas regras ortográficas muito loucas advindas da globalização do ócio).

Fonte: (((TRETA)))

Como abraçar um bebê?

1º: Ahhhn, encontre um bebe!



2º: Tenha certeza que o Objeto encontrado é mesmo um bebe.



3º: Amacie o bebe para o processo de abraço.



4º: Deslize as patas sobre o bebe e prepare-se para o Click!


Cruzadinha Gospel

HORIZONTAIS
1. Igreja Batista (ficou isolado, mas acho que eles gostam).
2. Cidade que Josué incendiou.
3. Adjetivo de mulher que um crente não deve usar.
4. Eram formados em seminários; agora basta ter uma Bíblia, uma gravata e uma garagem.
5. Bultimann e Rubem; dupla dinâmica de teólogos.
6. É preciso que os fieis façam com relação à doutrina da igreja e a autoridade da liderança para não serem discriminados.
7. Não é Alice Cooper, mas judia dos pintinhos.
8. Sociedade dos Pastores Mórmons.
9. Diante do qual se tem andado de muitas formas.
10. Ilse (...), escritora filha de judeus.
11. Quem é salvo e tem certeza (...).
12. Confere poder... Também status, respeito, fama, dinheiro...
13. Ordem dos Evangélicos Batistas.
14. Falta-lhe um dedo, mas não é o Lula; é da Universal, mas não é artista de cinema; é bispo, mas não fica no xadrez.
15. Nome que veio para salvar da vergonha de ser chamado de crente e acabou piorando as coisas.
16. Apenas uma minoria esmagadora de pastores consegue entendê-la.
17. Pai de Saul.
18. (...) Soares, onipresente na TV.
19. Acham que sem eles a igreja não tem razão de ser.
20. Tensão Pré Textual; a irritação e ansiedade que se abate sobre um pastor diante de um texto que ele não faz a mínima ideia do seu sentido, mas mesmo assim quer pregar sobre.
21. As Teologias de Batalha Espiritual faz com que os crentes vivam neuróticos com elas em punhos.
22. Varão que é varão deve ser.
23. 1/3 (um terço) de dízimo.

VERTICAIS
24. Sem elas a fé é morta... Mas tem muita gente matando a fé justamente com elas.
25. Inexiste no meio evangélico.
26. Ordem e Decência; moto dos presbiterianos.
27. As falsas tornam o crente, bobo e desanimado.
28. Curte xadrez.
29. Gambá do nordeste.
30. O que não é preciso que você faça segundo a teologia da prosperidade.
31. Violentadas na colonização e catequização das Américas.
32. Igreja não conseguiu controlar a fogueirinha que acendeu para seu próprio calor e tudo virou um incêndio de grandes proporções, onde se encontram hoje muitos crentes carbonizados.
33. Maturidade sem idade.
34. Sermão sem gordura.
35. Todo pastor tem, ou acha que tem, um pouco de.
36. Ordem dos Advogados do Vaticano.
37. Uniforme de executivos e pastores.
38. Prática nos cultos evãgélicos, é termômetro da eficácia das mensagens.
39. O que não se admite em hipótese alguma que os crentes sejam.
40. Eslovênia; pequeno país do leste europeu. (primeiras letras)
41. (...) de - pau; o que se deve ter para pregar alguns sermões.
42. Associação Evangélica de Pastores Ex-Gays. (desculpem, não tinha outra coisa pra por)
43. “Só sei que nada (...)” Citado por Platão... Ou seria Sócrates? Não sei.
44. Também usada hoje como porta-dólar.
45. É incrível, mas ainda o crente vive para ela e nela busca a Salvação.

Fonte: Verticontes

Pós Graduação em Ministério com Juventude


Confira o primeiro curso no Brasil de pós graduação em Ministério com Juventude reconhecido pelo MEC www.flam.org.br ou (11) 4651-4180


Fonte: Jasiel Botelho

quarta-feira, 25 de março de 2009

A revolução dos bichos no zoológico

Essa animação abaixo mostra como um pinguim pode começar uma revolução dos bichos num zoológico. Foi dirigida pela americana Nicole Mitchell. É divertida. E ela me deixou pensando sobre como tentamos fazer com que tudo aconteça da forma que julgamos ser certa, às vezes sem importar se aquilo é, de fato, o que a pessoa quer.

Ovo cantor!

Alguém que deve adorar ovos cozidos inventou um timer que funciona como um termômetro. De acordo com a temperatura da água ele informa em que ponto estão seus ovos (sem trocadilho). Agora, o detalhe principal: o timer canta! Para ovos molinhos, “Killing me Softly”, para médios, “I Wish I was a Hen”, e para duros, um trecho da ópera Carmina Burana. A bateria dura um ano e meio. À venda na Firebox por US$ 21.
Fonte: Gizmodo [via Bombou na web]

Ghost Busters


Fonte: Pava Blog

Tadinho!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Astros convertidos


Roqueiros, como o baterista do Iron Maiden, antes idolatrados por multidões de fãs, agora cultuam a Jesus Cristo.


Nico McBrain, baterista do Iron Maiden: “Um dos maiores truques do Diabo é fazer você acreditar que ele não existe”A banda inglesa Iron Maiden, que estourou nos anos 80 com o estilo Heavy Metal de fazer rock, desembarca no Brasil na próxima quinta-feira, dia 12, para se apresentar pela turnê Somewhere Back In Time. O grupo, precursor do estilo e considerado um dos melhores do gênero, conta novamente com a sua formação original. A popularidade entre os roqueiros se deu através de sua maneira única de soar em canções, letras e capas de discos. O nome “Iron Maiden” é inspirado em um instrumento de tortura medieval, o qual se acha representado no filme O Homem da Máscara de Ferro. Suas letras exploram temas que vão do ocultismo a lendas, filmes, histórias de assassinatos, o escuro e a simbologia do número 666. Além disso, as capas dos álbuns são singulares, pois exibem sempre o mascote da banda, Ed, um morto vivo, em cenas sugestivas aos temas de cada disco.
Diante dessa atmosfera “pesada”, seria possível pensar em algum espaço para manifestações cristãs? Olhos e ouvidos voltados para Deus? Sim! O baterista da banda, Nico McBrain, é um exemplo de músicos de rock bem sucedidos, com carreiras mundialmente consolidadas e que, ao longo de suas vidas, se converteram ao cristianismo. Chocante? Inesperado? Talvez nem tanto. Ele próprio afirma que quando alguém se torna cristão, não está livre do pecado, mas deve buscar ao máximo uma vida longe deste mal.
A pergunta mais comum feita ao baterista é: Como você pode tocar em um grupo que apresenta uma canção chamada Number of the Beast (Número da Besta)? Nico afirma que a canção é sobre uma história que se encontra no livro das Revelações. “Um dos maiores truques do Diabo é fazer você acreditar que ele não existe”, justifica o baterista.
Nico McBrain é um exemplo incrível de conversão de músicos que, pela própria natureza da profissão, lidam com uma série de fatores que muitas vezes os afastam de uma vida ao lado de Deus. Shows, fãs, turnês exaustivas e o universo das drogas e comportamentos promíscuos, muitas vezes associados ao estilo de vida no rock.
Muito conhecidos na história da música mundial e, especialmente do rock, são os casos de músicos que acabam deixando a vida precocemente de forma conturbada e perturbadora. O líder do grupo Nirvana, Kurt Cobain, no dia 5 de abril de 1994, atirou na própria boca e deixou o mundo com uma filha ainda criança. Sua carreira foi marcada por um sucesso meteórico, desgastes emocionais, depressão, drogas e, em particular, o vício pela heroína.
Mais conversões no rock - Felizmente, ainda é possível citar outros casos de músicos do rock que, como Nico McBrain, seguiram o caminho da salvação física e espiritual a partir do contato com os valores cristãos.
Brian Welch, ex-guitarrista do grupo Korn, é um outro bom exemplo de roqueiro convertido. No final de 2008, ele lançou o seu primeiro disco solo, Save Me From Myself. No álbum, o músico aborda questões particulares da sua vida como a luta para deixar as drogas, os motivos que o levaram a sair da banda e seu encontro com Deus.
No Brasil, temos a surpreendente história do músico Rodolfo Abrantes, ex-vocalista da banda de hard-coreRaimundos. No auge de sua carreira, o roqueiro sentiu o vazio em que vivia e se converteu. “Estava sozinho, morando em São Paulo, com uma vida louca, trezentas namoradas por aí, drogas a valer, balada todos os dias, fãs de montão, disco de platina, dinheiro na conta, agenda lotada de shows, mas completamente infeliz”, relata o cantor.
Em 2006, já convertido, Rodolfo lançou seu primeiro disco voltado para Deus, Santidade ao Senhor. Além disso, ministra cultos na igreja Bola de Neve Church e viaja junto de sua mulher para pregar a Palavra. “Quer ter vitória? Anda no caminho do Senhor, obedeça, leia a Bíblia e siga seus conselhos. Hoje não bebo, não é porque não possa, é porque não quero. Quero ter comunhão com o Pai”, aconselha o músico.
A exótica e mística Baby do Brasil - ex-Baby Consuelo e ex-integrante do grupo Novos Baianos - também impactou a muitos com sua conversão nos anos 90, recebendo, inclusive, muitas críticas. A estas, a cantora responde em uma de suas músicas: “E não importa o que vão pensar de mim. Eu quero é Deus. Eu quero é Deus.”