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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Missiomarketologia?!?! Humm???

Estava lendo um site e achei esse texto...gostei muito e vou postar! Impressionante como tem sido assim....que triste...

Ao longo dos meus anos, tive a oportunidade de conhecer muitos ministérios, dos quais uma grande parte tem uma abordagem “missionária”, ou seja, carregam a bandeira de levar o evangelho a outras nações. São informativos infindáveis com fotos e mais fotos da grande “obra”.

Tenho percebido que existe uma apropriação indébita do termo missões, pois, muitos usam essa palavra pra alavancar seus projetos pessoais. Basta dizer que o alvo é missionário que o vale tudo começa.

Decidi não me calar mais em relação a esse engodo “missionário” que na verdade suga os recursos da Igreja e gera um tipo de obreiro Fast-food.(John Dawson, 2001). Esses são obreiros que querem mudar a história de uma nação nos atos proféticos, os quais têm seu lugar no misticismo evangélico, mas não são o marco definidor de uma nação. Obreiros que vivem para escrever e promover seus projetos que em sua grande maioria não tem relevância na vida de uma comunidade. Já me deparei com cada proposta que tenho até vergonha de citá-las. Mas tudo isso tem uma fundamentação: “Missões”!!!

Não suporto mais ver pessoas desafiando a igreja para as nações e ao mesmo tempo saber que geralmente essas mesmas pessoas não estão dispostas a serem resposta do seu próprio apelo. Acho isso uma crueldade com a noiva de Cristo, pois, geralmente, essas pessoas exercem influência sobre centenas de milhares de pessoas das quais, apenas algumas foram chamadas para as nações e vão se posicionar, mas outras não foram chamadas, contudo, foram constrangidas pelo apelo, e outros ainda irão se sentir culpados por não terem coragem de responder a esse clamor.

Creio que nunca podemos perder o alvo missionário. A Igreja foi chamada pra levar as boas novas de Cristo a todos os povos da terra. Mas isso não deve ser feito pelo “emocionalismo”, mas sim através do preparo sistemático de obreiros que tenham sua vida aprovada na comunidade local, visto que, é na localidade que somos forjados, onde não ficamos escondidos atrás de eventos e chamados mirabolantes. Na localidade somos confrontados em nosso caráter, motivações, temores, e também, é lá que se encontra a possibilidade de nossa cura e aprovação diante de Deus.

Caso você sinta um chamado missionário então é hora de aprofundar sua vida no conhecimento do Senhor, na sua palavra, nos seus estatutos. Você terá que aprender o que é servir, e servir sem esperar nada em troca. Procure seus líderes e disponha sua vida na localidade. Não tema a restrição dos homens, pois quem intentará contra a vontade soberana de Deus? E por favor, não use desse chamado para auto-promoção. Missões não é marketing, mas um desafio árduo. Isso mesmo. Não trate o assunto no romantismo apenas, mas trate com realismo, visto que esse chamado consumirá toda sua existência.

Meu desejo é que a obra missionária, feita a partir do Brasil, seja sólida e abrangente e que realmente o fruto desse trabalho seja para a edificação de pessoas para a vida e para a glória Dele, somente Dele.

No Senhor, que doou sua vida por Sua missão;

Gerson Freire
www.gersonfreire.com

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

“ Ora, a fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” Hb 11

Essa é a minha palavra de hoje...preciso focar nisso: FÉ
Preciso focar em FÉ! Se eu for mover meu coração diante do que meus olhos podem ver....eu já tinha desistido a muito tempo....é um telefonema que nunca vem...é a certeza de fatos que eu não posso ver...
Portanto, queridos, FÉ é a palavra!!!!

Alguns frutos que a verdadeira fé produz em nós:

  • Internamente
- Confiança: Noé confiou em Deus - Hb.11:7
- Obediência: Abraão obedeceu - Hb 11:8
- Adoração: José adorou a Deus depois de abençoar seus filhos - Hb 11:21
- Esperança: José esperava pela libertação de Israel - Hb.11:22
- Coragem: Os pais de Moisés não tiveram medo do decreto do rei - Hb.11:23
- Firmeza: A firmeza de Moisés - Hb.11:27
- Determinação: Muitos morreram por estarem determinados a servir a Deus - Hb.11:35b

  • Externamente
- Livramento: Hb.11:28
- Remove obstáculos: Hb.11:29
- Derruba muralhas: Hb.11:30
- Proteção: Hb.11:31
- Milagres: Hb.11:35a
- Faz o invisível tornar-se visível: Hb.11:3

sábado, 21 de julho de 2007

Adesão ou Conversão?

Por Carlinhos Veiga

A Ultimato é, sem dúvida nenhuma, uma das melhores revistas
evangélicas brasileiras. Ela sempre traz em suas páginas assuntos
pertinentes para a igreja dos nossos dias. No seu número
setembro/outubro de 2001, publicou um artigo chamado "Monique Evans
ainda está longe da terra prometida". O título pode até soar
estranho para alguns ou mesmo parecer um julgamento pesado, mas não
é. Garanto que vale a pena ler. O tema desenvolvido ali defende a
tese de que "nesta época de euforia e de ênfase à conversão de
celebridades e de multidões, a igreja evangélica brasileira precisa
redescobrir o significado da palavra conversão".

É um texto muito mais elucidativo que condenatório.

O que significa conversão para nós? Eu ainda peguei um tempo
onde ser "crente" implicava em muitas perseguições, inclusive na
própria família, além de preconceitos, chacotas, humilhações, entre
outras coisas. Lembro-me, nos meus tempos de novo convertido, de um
grupo de jovens que foi pregar numa cidade do interior de Goiás e
foi expulso a pedradas e pauladas. Fatos que ocorreram há menos de
20 anos. Se conversarmos com os irmãos mais antigos de nossa
comunidade, ouviremos histórias que nunca imaginaríamos que pudessem
um dia ter acontecido.

Mas, o tempo é outro. A igreja evangélica ocupa hoje um
lugar de proeminência na sociedade. Seu crescimento vertiginoso
chama a atenção da mídia e, consequentemente, da população em geral.
Para dizer a verdade, ser crente hoje até dá um certo status. Nos
bancos, ou nos púlpitos das igrejas, estão assentadas pessoas
importantes, astros e estrelas da TV, personalidades do mundo
esportivo, músicos do show bussines. A própria igreja hoje fabrica
os seus ícones. E nesse entorpecimento da fama, gerado pela ação
midiática, muitos são atraídos para as fileiras das igrejas. Como
foi muito bem colocado pela Ultimato, "é preciso fazer séria
diferença entre adesão e conversão. Adesão é o ato de abraçar uma
causa... conversão é um acontecimento que imprime novos conceitos e
nova vida".

Conversão, segundo D.G. Bloesch, "é a invasão da graça
divina na vida humana, a ressurreição da morte espiritual para a
vida eterna". Quem inicia a obra da conversão é o próprio Deus,
nunca o homem. Assim, a conversão só pode ser entendida como uma
resposta humana a um chamado divino. Não é o homem quem decide
aceitar Jesus como seu Senhor. Ele na verdade está simplesmente
respondendo à graça irresistível de Deus.

A conversão possui dois aspectos distintos que precisam ser
levados em consideração nesses tempos de tanta confusão. Esses
elementos são o arrependimento e a fé. A verdadeira conversão vem
atrelada a essa dupla inseparável. Enquanto o arrependimento é o ato
de se dar as costas para o pecado, a fé é o ato de se voltar para
Cristo. O arrependimento significa a mudança que é produzida na vida
daquele que se encontra com Jesus, levando-o ao abandono ou ao
repúdio do pecado. A fé é o ato de se apossar das promessas e da
obra de Cristo. Na genuína conversão, um jamais existe sem o outro.

Porém, o que temos visto é muita "conversão" e pouca
manifestação de arrependimento e fé. A conversão que não reflete
esses dois elementos produz um cristianismo espúrio. Segundo Valdir
Steuernagel, "uma igreja que cresce e que não tem impactos de
justiça na sociedade sofre de um crescimento enfermo".

A conversão que Deus exige é uma radical mudança no modo de
pensar e de viver: "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem
cancelados os vossos pecados" (At 3.19). O povo do Senhor deve ser
caracterizado por uma vida santificada aos Seus pés, longe do pecado
e de práticas que maculem sua comunhão com Ele. O pecado não é
compatível com o nosso amoroso Pai. "Deus é luz, e não há nele treva
nenhuma" (I Jo1.5).

"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está
perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo os seus pensamentos;
converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o
nosso Deus, porque é rico em perdoar". Is 55.6,7

Cristãos inoperantes

Cresce, a cada dia, minha inquietação com algumas expressões da
cristandade ocidental.

Noto, por um lado, uma piedade desencarnada, sem relevância diante
da vida, destituída de racionalidade e pobre de bom senso.

Percebo, por outro lado, uma espiritualidade cheia de boa vontade,
recheada de "profetismos" e indignações, mas impotente e que pouco
contribui na construção da história.

Minhas intuições mais primitivas me mostram algumas coisas. Antes!
De antemão, já sei que estou perdendo uma grande parcela de
pensadores cristãos que não valorizam as intuições no exercício
teológico. Tudo bem. Adianto apenas que, ao falar de intuição, valho-
me de meu berço pentecostal que me autoriza a também pensar com as
entranhas.

Vamos aos meus "insights":

1. Sugiro que se considere o livro de Eclesiastes como um dos
principais eixos hermenêuticos para se compreender a Bíblia. Ele
precisa ser levado mais a sério. Enquanto os evangélicos não tiverem
coragem para encarar a vida com suas contingências, aleatorieades, e
com o porvir em aberto, não tem jeito, eles permanecerão de mãos
atadas para transformar a realidade.

O pretenso axioma de que o fim da história já está pronto, levará,
por mais que se diga que não, a um fatalismo. Ora, se a história
segue por trilhos que a Providência estabeleceu antes da fundação do
mundo, mesmo que cruzemos os braços (postura que só nos traria
prejuízo, aquiesço) ela chegará ao seu destino sem depender de nós.
Esta compreensão, mesmo que sutilíssima, gera inoperância.

Qual o futuro do Brasil? Se ele já estiver pronto, se já for
conhecido plenamente, (não como possibilidade, mas como realidade)
aqueles que não cooperarem, só perderão a oportunidade de serem
participantes, porque o Brasil se transformará no que tiver de ser.
Claro que existe um certo conforto em pensar no futuro como algo já
determinado, e essa acomodação estanca a verve transformadora.

2. Percebo que alguns têm medo de rever seus conceitos de soberania
divina; apavoram-se com a possibilidade de estarem diminuindo suas
convicções teológicas e sentimentais sobre a onipotência divina.
Nada mais próximo do sacrilégio, para alguns. Esses, sem conseguirem
criticar a compreensão do senso comum sobre soberania divina,
repetem que tudo está sob o controle absoluto de Deus e que nada
acontece sem que ele tenha um propósito.

Assim, estabelecem como verdade, mesmo sem perceberem, que todos os
mínimos detalhes e todos os acontecimentos e desdobramentos do que
existe é parte de um plano cósmico.

Favelas? Desgraças mundiais? Terrorismo? Estupros? Tudo,
absolutamente tudo, afirmam resolutos, faz parte da vontade de Deus
e redundará em glória para o seu nome. Eu, porém, atrevo-me a dizer
outras coisas sobre o assunto. Acredito que nem tudo o que acontece
foi previsto, antecipado ou participa de uma intrincada engrenagem
celestial.

Na minha opinião, a injusta distribuição da riqueza mundial, os
gastos exorbitantes com armas e bombas, a cultura do acúmulo, do
desperdício e do consumismo e até o moderno mito do progresso que
destrói os ecossistemas, não têm nada a ver com Deus. Ele não pode
pagar a conta do nosso egoísmo, da nossa perversidade e da nossa
indiferença. A não ser que os evangélicos abandonem seus
pressupostos deterministas da história, a ação cristã permanecerá à
margem dos verdadeiros processos de mudança da realidade.

3. Noto que a doutrina da salvação (soteriologia) cristã joga para
depois da morte, o processo que deveria salvar as pessoas para
dentro da história. Cristo não salva apenas para garantir um "pós-
sepultura" de alegrias perenes. Ele deseja que seus discípulos
experimentem, no quotidiano, uma qualidade de vida já contaminada de
eternidade.

A alvissareira mensagem evangélica anuncia que não basta salvar
indivíduos de si mesmos, eles precisam ser salvos para o próximo;
não basta salvar indivíduos do diabo, eles precisam ser salvos para
não demonizarem suas relações sociais; não basta salvar os
indivíduos do mundo, eles precisam ser salvos para voltar ao mundo e
salgá-lo.

Enquanto não se criar coragem para repensar alguns pressupostos
aceitos como dogmas e sem reflexão crítica, os cristãos continuarão
se indignando com a morte de crianças, continuarão engrossando o
coro dos revoltados, continuarão esmurrando mesas sagradas, mas
pouco contribuirão para mudar a existência.

Religião só tem sentido quando afirma que o mundo não está do jeito
que deveria; e o verdadeiro cristão precisa querer mudá-lo.

Quem se atreve?

Ricardo Gondim

O tempo e a eternidade

Trabalhar é cooperar com Deus para colocar ordem no caos. Na verdade, qualquer boa ação é um gesto solidário ao coração de Deus, que sempre desejou que esse mundo fosse um jardim. Dizem que quem não faz parte da solução, faz parte do problema, e, nesse caso, todo cristão deve agir como parte da solução para que o caos social, político, econômico, ético e ecológico seja revertido o máximo possível. Existe uma lógica para isso. Aliás, uma lógica que nem todo cristão alcança.

Por exemplo, quem acredita que haverá um dia quando Jesus substituirá esse mundo por um novo e uma nova terra, não tem muita razão para trabalhar para que este mundo seja melhorado e transformado. Por que gastar tempo, recursos e dedicar a vida a manter e aperfeiçoar algo que vai acabar? Talvez, no mínimo para evitar que o caos inviabilize nossa vida nesse mundo ou acabe batendo à nossa porta: até quem pensa que esse mundo vai acabar mesmo não deseja ficar sem água, ter um filho vítima da violência urbana ou ser usurpado por um governo corrupto. Talvez para anunciar que o reino de Deus virá em breve, e que é bom que as pessoas comecem a se preparar para viver nele, que, aliás, já dá os seus sinais. De fato, cuidar do mundo enquanto vivemos nele e promover sinais históricos do reino de Deus na história são duas excelentes razões para que todo cristão se comprometa a cooperar com Deus para colocar ordem no caos.

Mas, consideremos uma terceira razão. E se o novo céu e a nova terra não forem "outro mundo", mas esse mundo, levado, por Deus, à sua plenitude? E se nosso trabalho e boas ações repercutirem na eternidade como matéria prima que Deus usa para a transformação desse mundo em novo céu e nova terra? Você já imaginou a possibilidade de que, assim como você vive para sempre, seu trabalho e suas boas obras também subsistam por toda a eternidade, e que os sinais históricos do reino de Deus não cairão no vazio do nada, mas continuarão testemunhando a graça e a glória de Deus para todo o sempre?

Jesus disse que as pessoas abençoadas por nós na história nos receberão na eternidade. Paulo, apóstolo, disse que no juízo final Deus colocaria fogo na casa que construímos na história e preservaria apenas o que fosse ouro, prata e pedras preciosas. João, apóstolo, disse que a Nova Jerusalém desce do céu: desce para onde? O "fim do mundo" no Novo Testamento é mais parecido com uma mudança de tempo ou era (este século e o vindouro) do que uma mudança de endereço ou lugar. Os rabinos acreditam que "as boas ações dos homens são as sementes que Deus usa para plantar as árvores do paraíso". É possível que não estejam muito longe de ter razão."

Ed René Kivitz

quinta-feira, 19 de julho de 2007

A janela e o arco-íris



Ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela que fizera na arca, e soltou um corvo, o qual, tendo saído, ía e voltava, até que se secaram as águas de sobre a terra. Depois soltou uma pomba para ver se as águas teriam já minguado da superfície da terra; mas a pomba, não achando onde pousar os pés, tornou a ele para a arca; porque as águas cobriam ainda a terra. Noé, estendendo a mão, tomou-a e a recolheu consigo na arca. Esperou ainda outros sete dias, e de novo soltou a pomba fora da arca. À tarde ela voltou a ele; trazia no bico uma folha nova de oliveira; assim entendeu Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra... Então falou Deus a Noé, dizendo: Sai da arca, tu, e juntamente contigo tua mulher, teus filhos e as mulheres de teus filhos... Porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre mim e a terra

Gênesis 8.6-11, 15-16, 9.13


Da janela, constatamos: nada há de bom lá fora...
Ansiosos pelo que não vemos, temerosos pelo que sentimos, a janela, para nós, nesse contexto bíblico, é um ponto de equilíbrio entre o inesperado e o fulgurante, entre a coragem e o desalento.
Mais que um lugar, é o lugar.
De fato, o que seria de nossas vidas sem a janela?
Dela avistamos os cumes; fitamos a água se dissipando.
Dela contemplamos a vida; e os temores se desmoronando.
Porta de entrada para os raios do sol.
Ponto de lançamento para as nossas expectativas...
Enviamos um corvo.
Ao longe já vem vindo... pés enlameados.
Ao fundo o som do desconhecido: ego esbranquiçado.
Não tem jeito. A sorte mesmo sempre repousa na pomba.
É dócil. É limpa. Também candente. Não zomba.
Fiel, continua a mesma.
Lançada pela janela, a bela ave carrega consigo nossa confiança. Bate as asas em meio ao vento da fé.
Tudo vai dar certo...
E retorna – bico abençoado.
Em sua ponta uma folha de oliveira: um lindo sinal de esperança – para mim, para você.
Sinal de que há terra. Há superfície. Há chão.
Deus já estalou os dedos.
É: ainda existe um lugar seguro para nós.
Vá até a janela - e veja, sinta, participe, emocione-se.
Deus está falando, silenciosamente.
Céu azul – o trono cintilante de Deus.
Janela rubra – a cor marcante de Jesus.
Pomba branca – tranquilidade ofertada pelo Espírito Santo.
Na enchente de seu coração, na cheia da sua alma, Deus quer dissipar as águas, limpar a superfície, sugar a inconsistência, extrair a lama...
Deus quer refazer sua paisagem.
Um novo começo: seguro, colorido.
E com uma agradável surpresa.
Volte à janela...
E contemple.
Já vê o arco-íris?!

Sinais dos Tempos

O amor vem esfriando na medida em que crescem a iniqüidade, o individualismo, o narcisismo.

Os discípulos de Cristo, um dia, perguntaram a ele quais seriam os sinais que antecederiam a sua vinda. Ele respondeu esta pergunta numa longa pregação, conhecido como "sermão profético". Entre os sinais apresentados por Jesus, destaca-se o surgimento de falsos Cristos e falsos profetas, que iriam enganar muitas pessoas. O Filho de Deus falou também de guerras entre as nações e de abalos sísmicos. No entanto, há um sinal que me chama a atenção de forma particular: trata-se daquele que fala do esfriamento do amor. Jesus disse: "E por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos" (Mateus 24.12).

A relação que Jesus apresenta é inversamente proporcional: o crescimento da iniqüidade implica no enfraquecimento do amor. Vejam se não é esse o nosso caso. Na medida em que cresce o pecado em suas mais variadas formas, da corrupção ao crescimento da miséria social, da pornografia a todas as formas de banalização sexual, a violência nas ruas e nos lares, o individualismo autocentrado e narcisista, esfria o amor genuíno e sincero no ser humano. Somos uma geração que vem desaprendendo a amar. Não estou me referindo a uma forma platônica de amor ou aos modelos hollywoodianos que enchem nossa sala de estar todos os dias, mas ao amor conforme Deus o revela nas Escrituras. Amor naquela forma como ele mesmo nos tem amado e celebrado uma aliança com seu povo. Provavelmente não há nenhum texto mais completo sobre o amor do que I Coríntios 13, um texto que precisa ser revisitado por nós diante daquilo que vemos todos os dias.

Naquela epístola, Paulo fala de um amor que é paciente, que não se perde diante da primeira crise ou da primeira desilusão; um sentimento bondoso, não ciumento e humilde. Um amor que não se comporta de forma inconveniente, mas é altruísta, e está sempre procurando atender o interesse dos outros e não o seu próprio. É também um amor que não se ira facilmente, que não guarda rancor, que não se alegra com a injustiça mas que salta de júbilo quando a verdade triunfa. É um amor que sabe que o sofrimento sempre acompanha aquele que ama. Um amor que se sustenta sob fundamentos sólidos e verdadeiros, que não tem a pressa dos egoístas, mas que sabe esperar e possui uma enorme capacidade de suportar adversidades.

Este amor que Paulo nos descreve vem diminuindo e esfriando na medida em que cresce o egoísmo alimentado pelo individualismo da cultura narcisista, onde o que importa sou eu, meus desejos, meus interesses, meu momento, minhas necessidades, minha realização, meus projetos, o que eu penso, quero e preciso. Imagino que quando duas pessoas modernas, com este espírito individualista e narcisista, se encontram e resolvem se amar, envolvem-se num modelo de relacionamento onde, à primeira vista, tudo indica que se trata de um belíssimo e invejável romance. Contudo, diante do primeiro obstáculo, da primeira frustração, de um simples desentendimento, da dor e do sofrimento, ou do cansaço e da vontade de experimentar "novos ares", abandonam aquele amor que foi grande apenas enquanto durou em troca de um outro que atenda as necessidades de um ego inflado, imaturo e insaciável.

É por causa da iniqüidade deste espírito individualista e narcisista que os pais vão abandonando os seus filhos porque têm coisas mais importantes a fazer, como ganhar dinheiro ou buscar o sucesso, do que cuidar deles e amá-los; alguns tornam-se indiferentes e os abandonam à própria sorte na esperança de que na escola ou na vizinhança encontrarão quem os ame e eduque. Outros há que tentam manipulá-los e controlá-los em virtude da mesma iniqüidade, da mesma falta de tempo e da mesma insegurança. Os mais modernos já preferem não tê-los porque sabem que o amor que possuem não ultrapassa a epiderme – não são capazes de amar nada além do seu próprio ego. Por outro lado, os filhos vêm se rebelando contra seus pais, negando-lhes o respeito e a honra. São também filhos da iniqüidade do nosso tempo, do mesmo individualismo, do mesmo egoísmo.

Os jovens trocaram o amor pelo sexo para descobrirem lá na frente, depois de tantas idas e vindas e muitas "ficadas", que são bons de cama mas frios e imaturos na arte de construir um amor que supera as fronteiras do egoísmo e que cresce na medida que o tempo passa. Os escândalos de corrupção que mais uma vez abalam o país têm, na sua raiz, o mesmo mal. Todos buscam o que é seu e nunca o que é dos outros. A epidemia que hoje toma conta da nação não é a corrupção – ela é apenas mais uma expressão de uma nação, onde a iniquidade cresceu tanto que fez o amor murchar.

Eu nunca fui um desses crentes interessados em decifrar os códigos para adivinhar quando é que Jesus Cristo volta. Tal aritimética não me interessa. Apenas sei que ele voltará, e isso me basta. No entanto, devo confessar que olhando para o cenário do mundo hoje, tenho orado por uma intervenção divina e espero que ela aconteça logo, seja na forma de um novo avivamento – daqueles que penetram na raiz do coração humano e o transforma e não esta panacéia religiosa que alguns chamam de "derramamento do Espírito" – ou de uma intervenção escatológica, final ou não. Oro por isto porque não é mais possível suportar tanta injustiça, tanta miséria, tanta imoralidade, tanto pecado.

Oro também para que Deus nos preserve fiéis a ele e à sua Palavra, para que aqueles que reconhecem o amor divino e são alimentados e inspirados por ele cresçam cada vez mais amparando o pobre, cuidando do necessitado, lutando pela justiça, permanecendo fiéis aos termos da aliança com Deus e com o próximo. Jesus, naquele sermão profético, afirma que "o amor se esfriará de quase todos". E é nesta pequena exceção que quero me incluir, a mim e a você, mesmo que sejamos apenas um pequeno remanescente, mas um remanescente que não se curva diante dos Baalins do mundo moderno.

Ricardo Barbosa de Souza
é conferencista e pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasilia.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Bem Aventurados

Mt 5:1-12
Lc 6: 20-23
No dicionário, Bem-aventurados quer dizer "muito feliz" e Bem-aventurança, "a felicidade perfeita", "a felicidade que os santos gozam no céu".
Que delicia essa felicidade plena...
Gosto dessa passagem na bíblia e quero dar uma passadinha rápita em cada itenzinho.
Primeiro que o fim de subir o monte seria uma forma de estar a sós com os discípulos e ensina-los, já que na multidão era difícil que isso acontecesse.
  • OS POBRES DE ESPÍRITO: São aqueles que entendem que dependem de outra pessoa para as necessidades da vida espiritual. Is 57:15
  • OS QUE CHORAM: São aqueles que estão convictos do pecado e que lamentam a condição pecaminosa do mundo. Is 61:3, Sl 126:5

"uma coroa ao invés de cinzas. Óleo de alegria ao invés de pranto"

"os que semeiam com lágrimas com canto de alegria colherão"

  • OS HUMILDES: "desprovidos de orgulho". Eram os cristãos que sofriam perseguição e despreso por causa de sua fé. "eles receberam a terra por herança". Os mansos.
  • OS QUE TEM FOME E SEDE DE JUSTIÇA: O conforto nos é dado agora no coração e será manifestado abertamente no mundo vindouro.

Justiça: "virtude moral que leva a dor a cada um aquilo que é seu, ou aquilo que fez jus". "aplicação concreta das leis"

  • OS MISERICORDIOSOS: "os que tem compaixão, dá (ante a misericórdia alheia)."
  • OS PUROS DE CORAÇÃO: Deus quer uma alma pura, o que só é possível com o novo nascimento. entregar sua vida a ele, renovo dentro de nós, Deus um espírito estável. Sl 24:4, 51:10, 73:1
  • OS PACIFICADORES: Existem dois sentidos para pacificadores nesse texto. O 1º são os que efetuam a paz entre Deus e o homem, por meio de Cristo. Falando o evangelho a todos. O 2º é a paz estabelecida entre homem X homem.
  • OS PERSEGUIDOS POR CAUSA DA JUSTIÇA: O novo testamento sempre apresenta o cristão como alvo de possível perseguição.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Habacuque 3:2

Semana passada preguei na igreja da minha familia. A igreja que meu avô fundou. Igreja Missionária Filadélfia.
Clique Aqui para ver o site.
Foi muito emocionante pra mim pregar no mesmo púlpito que meu avô, meus tios, primos, pai pregaram.
É gostoso saber que também faço parte dessa história!!!
Vou compartilhar com vocês um pouquinho do que falei lá.
Lá vai um esbocinho, de leve, da minha mensagem...

"Aviva, oh Senhor, a tua obra no meio dos anos"
"Aviva, oh Senhor, a tua igreja no meio dos anos"
"Aviva, oh Senhor, a minha vida no meio dos anos"

Minha oração é que Deus realize em nossas vidas obras ainda maiores do que as do tempo de Jesus!

  • O que pode acontecer com o passar da vida cristã?
- Cansaço
- Costume
- Pensamos que já sabemos tudo

Deus quer de nós excelência no relacionamento com Ele!

MESMICE
na vida crista é igual a MEDIOCRIDADE!

  • Mas o que é o Avivamento?
- É Renovação
- É Reciclagem (aprimorar seu entendimento)
- É Revisão (tirar as arestas que te impedem de servir a Deus)

  • Então, para que precisamos de um avivamento?

- Para não perdermos a MAIOR identidade do cristão: O AMOR!

  • O AMOR promove PERDÃO

- Quem quer perdão de Deus precisa aprender a perdoar o homem.

  • O AMOR promove COMPAIXÃO

- Participar da dor do outro

  • O AMOR promove MISERICÓRDIA
  • O AMOR te ensina a FAZER O BEM

Efésios 6:8

Romanos 12:2
Tiago 4:17
Gálatas 6:9

  • Quem ama DOA!!!
"É impossível doar sem amar
Mas é possível amar sem doar"

Deus doou seu único filho por nós!
Precisamos doar mais de nós!
Precisamos servir em nossas igrejas....Sermos úteis!

Marcos 10:45

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Respondendo às instigações silenciosas de Deus

Escrevi esse texto faz tempo...acho que em 2002/2003...ô épocazinha complicada aquela, hein?!
Espero que ele possa te abençoar tanto quanto abençoou a mim em tempos de crise!

Lendo o livro de Ester, me intusiasmei com um fato que muitas das vezes não damos tanta importância.
Nessa história ficamos entusiasmados com a beleza de Ester, sua disponibilidade diante de Deus e sua sabedoria em pedir ao rei que libertasse seu povo.

Realmente é muito lindo!

Em meio a todas essas coisas o vilão da história, Hamã, também tem muito a nos ensinar. Estranho, né? Um vilão! Ele preparou uma forca para matar Mordecai, tio da Ester, e foi enforcado em sua própria armadilha.
Em nossa realidade, vemos muitas forcas que julgamos estarem preparadas para nós que não são absolutamente forcas.

O que poderiam ser esses cadafalsos?

Algum sofrimento terrível?
Uma ameaça de doença ou necessidade de cirurgia?
Um estresse emocional que parece ser a morte de suas emoções?
Um pensamento de que nada dá certo pra você?
Algum relacionamento rompido?
Algumas pessoas que te fizeram sofrer e assim ficou desiludido?
Uma perda súbita que nos deixa imerso em sofrimento?
Uma catástrofe financeira?
Esta fugindo da realidade da sua vida?

Ou, pior que tudo, um vazio espiritual que ameaça a sua alma?

TENHO BOAS NOTICIAS!!!!

Fique quieto...Faça uma pausa deliberada e descubra que Deus é Deus!
Minha avó Ruth sempre diz uma frase que me marca muito:

"Deus é Deus e nada menos. Pessoas são pessoas e nada mais"

Deixe de procurar segurança em seu tesouro pessoal.
Não tente reter o controle.
Não manipule mais as pessoas e as situações.
Pare de dar desculpas pelas suas irresponsabilidades.
Pare de ignorar a realidade.
Não racionalize o seu caminho pela vida.
Pare com tudo isso!!!Como?!?!
Você pergunta.

  • Inicialmente: FIQUE QUIETO!
O Deus imortal, invisível, onisciente, oculto de seus olhos, está trabalhando. Fique quieto e pelo menos desta vez, ouça!

  • Finalmente: CONVENÇA-SE!
Diga ao Senhor Deus:

"Estou convencido de que estás operando em meio às forças da minha vida. Posso vê-las de madrugada, antes do sol nascer, mas sei que Tu operas! Não posso mudar os acontecimentos. Sei porém, que Tu estás no meio deles. Salva-me!!! Venho a Ti por meio de Cristo. Venho a Ti sozinho. Estou em silêncio e, finalmente, estou convencido."