sexta-feira, 15 de junho de 2007

Saudade...

Tem dia que a gente fica assim mesmo. Meio nostálgico, lembrando das coisas boas da vida, daqueles momentos que se perderam no tempo.
Certo estava um amigo meu, Drummond sabe? Ele dizia em seu poema intitulado Ausência:

Por muito tempo achei que ausêcia é falta
E lastimava, ignorante, a falta
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba de mim.

Sentir saudade é sentir ausência: a gente sente saudade porque a coisa amada está ausente.

"Saudade é um buraco dolorido na alma.
A presença de uma ausência.
A gente sabe que alguma coisa está faltando.
Um pedaço nos foi arrancado.
Tudo fica ruim.
A saudade fica uma aura que nos rodeia.
Por onde quer que a gente vá, ela vai também.
Tudo nos faz lembrar a pessoa querida.
Tudo que é bonito fica triste, pois bonito sem a pessoa amada é sempre
triste.
Aí, então, a gente aprende o que significa amar:
esse desejo pelo reencontro que trará a alegia de volta." RA

A saudade se parece muito com a fome. A fome também é um vazio. O corpo sabe que alguma coisa está faltando. A fome é a saudade do corpo. A saudade é a fome da alma.
E é assim que estou, com fome do que a alma ama.

2 comentários:

sarah disse...

A saudade mata a gente, morena...a saudade é dor purgente , morena....

lindo...
bjos

Esther Affonso disse...

pulgente, né Sarah!!!ahuahuahua